segunda-feira, 30 de março de 2009
I Parada de Teatro de Porto Alegre
Embora a caminhada tenha reunido muita gente, não houve nenhum incidente no caminho: nenhuma briga, nenhum tumulto, nada disso. Pelo contrário, todos estavam em paz, cantando e dançando ao som da bateria da Escola de Samba Bambas da Orgia. Um verdadeiro exemplo, visto que geralmente costuma ocorrer confusões em grandes eventos, pois sempre há uma parcela de participantes que vão para criar tumulto.
Mas o que mais chamou a atenção foi a lição de respeito ao meio ambiente dada pela classe artística portoalegrense. Foram distribuídos milhares de copinhos de água mineral aos participantes, e ninguém os jogou ao chão depois que bebeu a água. Todos procuravam a lata de lixo mais próxima, e se não encontravam, guardavam o copo para colocá-lo no lixo mais tarde.
Aplausos aos participantes da parada, pois demonstraram pela cidade o mesmo respeito que gostariam que o público tivesse em relação aos seus trabalhos. Parabéns aos atores de Porto Alegre , uma classe tão discriminada que demonstrou ter mais dignidade do que muitas pessoas que os criticam.
Como dizia o slogan da campanha lançada ontem, “ponha mais teatro no seu cardápio”!!
terça-feira, 10 de março de 2009
Espetáculo "Negros Dias" estréia amanhã

A comédia mostra a véspera da abolição da escravidão sob a ótica de personagens diversos: uma poderosa família que explora o trabalho escravo, os negros à espera do fim da escravidão e os abolicionistas.
No elenco alunos da Oficina de Montagem Teatral de Margarida Leoni Peixoto, que teve como diferencial a dramaturgia escrita especialmente para os atores, por Marcelo Adams.
A temporada inicia dia 11 de março e vai até 01 de abril, todas as quartas-feiras, no Teatro de Câmara Túlio Piva (Rua da República, 575 - Cidade Baixa - Porto Alegre).
O ingresso é gratuito.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
A face da mentira... ou a face do gasto indevido?

Há duas semanas, outdoors como esses apareceram nas ruas de Porto Alegre. Os dizeres variam para "violência", "corrupção" e "arrocho salarial". O primeiro que vi falava sobre "a face da violência", e imaginei que era a estréia de um filme. Só quando vi o do arrocho salarial me dei conta qu era algo contra o governo.
Hoje, dirigindo-me ao trabalho, lembrei-me que era "o dia da revelação da face", e resolvi procurar notícias (até as 13h30 os outdoors continuavram os mesmos).
Olhando o site da Zero Hora, havia uma manchete que dizia que a Casa Civil enviou uma carta às empresas criadoras da campanha, ameaçando-as com um processo.
Ora bolas... voltamos à ditadura então? Até onde sei, somos livres (desde a abertura do regime!)para protestarmos contra o governo, seja de que maneira for. A atitude do chefe da Casa Civil parece-me precipitada e autoritária, visto que somos um país democrático.
Por outro lado... só ao ver os outdoors espalhados pela cidade, podemos constatar que a campanha teve um cu$to imenso. A dita cuja campanha está sendo organizada por diversos sindicatos, entre eles o CPERS.
Fica a pergunta: o dinheiro (que não deve ser pouco) não poderia ser utilizado para ações voltadas a problemas urgentes, como a educação?
...
Foto: Roberto Patta / Jornal Gazeta do Sul
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Obama - a esperança

Obama esta sendo visto como "a esperança das Américas". Realmente, boas intenções e inteligência ele tem de sobra.
Porém, precisamos lembrar que ele não é santo, portanto, não veio para fazer milagres.
A nós, aqui no terceiro mundo, só resta torcer para que este governo seja melhor do que o anterior (coisa não muito difícil, visto que Obama é visivelmente mais inteligente do que o seu antecessor), pois tudo que acontece lá surte efeito em nós.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
...em outra dimensão
Sou muito fã do Cordel. É algo que foge totalmente de qualquer padrão: é música, é teatro, é literatura, é religiosidade, é folclore. Uma mistura pra lá de interessante.
Como sempre, o show foi catártico. Maravilhoso. Perfeito. O Lirinha tem a melhor presença de palco do Brasil (em minha singela opinião), e o "resto da banda" (Nego Henrique, Emerson, Clayton e Rafa Almeida) é muito perfeito, ótimos instrumentistas.
Uma hora e meia de show, dois bis (sim, a banda foi "obrigada" a voltar para um segundo bis), platéia (e banda) em transe absoluto, muita interação entre palco e platéia: isso é sentimento. Isso é talento. Isso é Cordel do Fogo Encantado. Uma banda que eu nunca vou deixar de ser fã.
Links:
Site oficial: www.cordeldofogoencantado.com.br
Ai se Sêsse (poema de Zé da Luz declamado pelo Lirinha nos shows e presente no primeiro CD do Cordel): http://www.youtube.com/watch?v=5wVJcdbWiuk&feature=related
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Inspirada na aula de ontem...
Tentativa podre de escrever uma crônica, muy inspirada na aula de ontem. Será que posso?
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Comentários sobre a realidade
PA-PA-PA-PA-PARÔÔÔÔ!!
SÓ UM POUQUINHOOO!!
Tudo bem, a moça falou bem na palestra.
Tudo bem, ela tem um currículo respeitável.
Mas eu discordo dela.
Discordo simplesmente porque isso não condiz com a verdade!
Tem empresa por aí pedindo EXPERIÊNCIA em vagas de ESTÁGIO!!
É... você achou um absurdo? Eu também.
Estágio serve para adquirirmos experiência, e não para termos nossa experiência colocada a prova.
Mas não é isso o que o mercado pede. Pedem estagiários com experiência, para atividades que não condizem com seus cursos.
Vou dar meu exemplo: curso Relações Públicas, e faço um estágio... e minha função no estágio é ser RECEPCIONISTA. Absolutamente NADA contra a função, mas onde está meu aprendizado? Onde está o "colocar em prática o que aprendo na sala de aula"? Onde está meu futuro? Onde está minha experiência para futuros estágios e empregos? Todos os meus estágios até agora não continham atividades condizentes com o curso (tá, eu fiz estágio num setor de Cerimonial, mas me colocaram para ser mais auxiliar de escritório do que auxiliar de eventos!!), e daí eu não consigo bons estágios porque não tenho experiência, e daí que isso torna-se um círculo vicioso. "Um cachorro correndo atrás do próprio rabo", como diria uma professora com quem tenho aula.
Experiência não conta?
Então tá...
E o conhecimento não conta?
Conta sim!
Voltando aos estágios (que são a minha realidade, pois só fiz estágios até agora), há vagas que pedem conhecimentos absurdos para um estudante. Idiomas, softwares, intercâmbios, CNH (siiiimmm!! Tem empresa que pede estagiário com CNH!!), etc, etc, etc... até parece uma vaga de emprego para ser diretor de uma multinacional! E os menos abonados, que não fazem cursos de idiomas e softwares porque não têm GRANA para isso? Nem vou falar de intercâmbios nesse caso, né? Não precisa...
É, às vezes pessoas renomadas também se equivocam.
Às vezes fico pensando: qual será o futuro de pessoas (estou me incluindo nessas pessoas!) que fazem estágios não condizentes com seu curso? Como será quando forem enfrentar o mercado de trabalho formal, e depararem-se com vagas desse tipo:
Empresa admite: Relações Públicas
Requisitos: sólida experiência em comunicação interna e externa, planejamento estratégico e assessoria de imprensa.
RP em Ação
Ontem o tema da palestra foi Tendências do Mercado de Trabalho na Comunicação/Relações Públicas, e as palestrantes foram Tânia Giacobbo, Relações Públicas da ADVB/RS; Claudia Weiler, consultora de RH do Grupo RBS e Marta Busnello, Presidente do CONRERP-4ª Região.
As palestrantes falaram bem, só que devido a uma falta de comunicação antes da palestra (TRADUÇÃO: uma ligar para a outra e dizer "fulaninha, o que tu vais dizer na palestra? Preciso saber para não repetir o que tu vais falar!) houve muita repetição nos discursos. E nada de muito novo também, todas falaram que o profissional deve ser multimídia, falaram de globalização, tecnologia... enfim, o que estamos acostumados a ouvir. Mas falaram bem, inclusive a Marta e a Tania disseram que não tinham habilidade em palestras mas demonstraram o contrário.
11 de novembro - Terça-feira – 20h
Seleção dos Trabalhos Virtualmente (professores de Comunicação escolhem os trabalhos, e “juri popular” com votação dos alunos pelo site).
Painel: A conquista e reconquista do espaço de trabalho na Comunicação/Relações Públicas
Painelistas: Shirlei Raquel Manteufel, Analista de Relações Públicas do Hospital Moinhos de Ventos; Raquel Miranda e Patrícia d’Ávila, Inspetoras Sociais OAS Contrutora - Petrobrás Amazônia.
Local: Auditório Pe. Bruno Hammes (Direito)
Mediadora: Profa. Dra. Ana Damico
12 de novembro - Quarta-feira – 20h - Seleção dos Trabalhos - Finalização
Painel: Espaços de atuação e novo perfil profissional na Comunicação/Relações Públicas Painelistas: Gislaine Regina Rossetti, Diretoria de Comunicação Social da BASF para a América do Sul e Paulo Henrique Soares, Gerente de Comunicação Corporativa da Vale.
Local: Auditório Pe. Bruno Hammes (Direito)
Mediadora: Profa. MS Gabriela Gonçalves
13 de novembro - Quinta-feira – 20h
Entrega dos Prêmios Destaques do RP em Ação
Painel: Tendências em Relações Públicas
Painelistas: Profa. Dra. Maria Aparecida Ferrari, Diretora do curso de Comunicação – UMESP Local: Auditório Pe. Bruno Hammes (Direito)
Mediador: Prof. MS Lauro d’Ávila
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
A propósito...
(O Manifesto Comunista - Marx & Engels)
QUEM FAZ A HISTÓRIA?
Quem construiu a Tebas das sete portas?
Nos livros constam os nomes dos reis.
Os reis arrastaram os blocos de pedra?
E a Babilônia tantas vezes destruída
Quem ergueu outras tantas?
Em que casas da Lima radiante de ouro
Moravam os construtores?
Para onde foram os pedreiros
Na noite em que ficou pronta a Muralha da China?
A grande Roma está cheia de arcos do triunfo.
Quem os levantou?
Sobre quem triunfaram os Césares?
A decantada Bizâncio só tinha palácios
Para seus habitantes?
Mesmo na legendária Atlântida,
na noite em que o mar a engoliu,
Os que se afogavam gritaram por seus escravos.
O jovem Alexandre conquistou a Índia.
Ele sozinho?
César bateu os gauleses,
Não tinha pelo menos um cozinheiro consigo?
Felipe de Espanha chorou quando sua armada naufragou.
Ninguém mais chorou?
Fredrico II venceu a Guerra dos Sete Anos.
Quem venceu além dele?
Uma vitória a cada página.
Quem cozinhava os banquetes da vitória?
Um grande homem a cada dez anos.
Quem pagava as despesas?
Tantos relatos.Tantas perguntas.