domingo, 28 de fevereiro de 2010

Orgulho, paixão e glória – há um mês, em Porto Alegre...




Hoje faz exatamente um mês que Porto Alegre recebeu o seu maior show. Metallica no Parque Condor, no dia 28 de janeiro de 2010, às 21h47min. Se eu tivesse que escolher duas palavras para resumir o show e a banda, essas palavras seriam PERFEIÇÃO e EMOÇÃO.

Perfeição porque tudo funciona muito bem no show e na existência do Metallica. Cada música foi tocada na hora certa, do jeito certo, com a comunicação certa entre músicos e platéia. Uma banda com 30 anos de estrada, que se mantém coesa apesar de tudo que seus integrantes já passaram, para mim não tem outro adjetivo que a defina além de “perfeita”. Sim, eles sobreviveram (como disse o Kirk recentemente em uma entrevista). Eles sobreviveram às drogas, ao álcool, às brigas, às reabilitações, às crises, à terapia em grupo na época das gravações do St. Anger, e justamente por terem sobrevivido ficaram melhores e mais fortes. Azar de quem não gosta do Load, do Reload ou do St. Anger, esses álbuns têm a sua importância e refletiram o que a banda vivia no momento. Duvido que muitas pessoas que os criticaram consigam fazer algo como “Cure”, “2 x 4”, “The Memory Remains” ou “Carpe Diem Baby”. Duvido que alguma pessoa que tenha criticado esses álbuns consiga transmitir o sentimento que o Lars transmite com a bateria a partir dos 03min50s de “Sweet Amber”. Perfeição é o que resume o trabalho do Metallica. Não existe nenhuma banda que os supere.

Emoção porque não é qualquer artista que consegue unir 30 mil pessoas cantando junto todas as músicas. Não é qualquer um que faz com que os fãs acampem no local do show e sintam frio, calor, fome ou cansaço (ou tudo isso junto) só para garantir o melhor lugar. Emoção porque não é qualquer artista que faz até os metaleiros mais “ortodoxos” e “machões” chorarem ao ponto de soluçar. Emoção porque outros artistas até conseguem fazer seus fãs chorarem, mas com suas baladas. O Metallica conseguiu fazer as pessoas se emocionarem com Creeping Death. Enquanto lembro de tudo isso, eu choro da mesma maneira como chorei no dia do show, é como se eu ainda estivesse lá, a cinco metros de distância da banda, realizando o sonho que eu tinha há 12 anos. Não é qualquer um que causa esse tipo de emoção. Só os muito bons conseguem isso.
Só uma banda como o Metallica faz com que seus fãs sintam orgulho e paixão. E vê-los de perto, muito mais do que a glória, é a realização de um sonho.

Um comentário:

Edinho Lumertz disse...

Ual!!! Que depoimento hein! Muito bonito o teu carinho e admiração pela banda. O melhor de tudo, é a primeira vez que vejo uma mulher saber tanto de música, demais!